...A cidade estava do jeitinho que a gente gosta, calma, dias lindos, noites estreladas, temperatura agradável e uma Brilhante Lua Minguante, que mais parecia uma jóia pendendo no colo de Hécate, a Deusa Lunar.
As ruas preguiçosas de São Pedro foram caminhadas pelos nativos, adotados e alguns poucos turistas,no ritmo ondulante do tempo de Kairós, onde os encontros e prosas são realmente mais importantes que o destino a ser alcançado.
Quando o Sol, numa espreguiçada gostosa, se pôs no oeste e o céu se coloriu azul profundo, salpicado de cristais cintilantes, os adoradores de Dionísio, deus grego do êxtase, das festas, do vinho, do lazer e do prazer, acorreram como numa procissão de Anthestéria à "passarela do vai e vem" e espalharam-se pelas ofertas de prazeres variados.
No espaço "África Livre", Lúcio, um Mani-Kongo, junto com sua Rosa Branca, receberam seus convivas com bebidas, petiscos, cantos e cantigas do “Pai Buruko” Nego Dé. A festa espalhou gente pela rua e pela madrugada.
O Templo da Alegria, mais uma vez, acolheu com o atendimento especial de Leila e com a gastronomia de Brás, o aniversariante do dia e sua enorme comitiva de amigos.
Rogério, mais um adotado por São Pedro, músico advogado e proprietário da Pousada Canto Nosso, comemorou mais um ciclo de vida no planeta, com direito a balões brancos, bolo e parabéns.
Música boa e brindes efusivos celebraram a noite até a Lua Anciã cruzar o Zênite de São Pedro e anunciar a proximidade de Aurora, a Deusa do alvorecer.
O domingo ensolarado proporcionou passeios e desfrutes na natureza, coroando o "finde semana" com a Tradicional Domingueira estrelada pelo nosso querido Jorginho.
O que mais podemos desejar da vida a não ser estar vivo em São Pedro da Serra.
Mas, a dicotomia se fez presente ao nos mostrar em nosso retorno, o lado sombra daqueles que apropriados do direito à terra e auto-intitulados descendentes dos "colonisadores" e pertencentes à famílias proprietárias das terras da região em que se encontra a maior concentração de Mata Atlântica e uma significativa biodiversidade.
Cruzávamos a rodovia RJ 142, chamada Eco- rodovia Serramar, quando um clarão vermelho iluminou a noite escura e de longe podíamos ver a crueldade praticada contra a vida existente na encosta da montanha.
Na altura do Km. 6, próximo a entrada de Vargem Alta, o fogo devorava toda a encosta, chamas ardentes lambiam árvores inteiras. O incêndio já tinha atingido o topo do morro e se espalhava pelo mato seco sem controle encoberto pela noite.
As ruas preguiçosas de São Pedro foram caminhadas pelos nativos, adotados e alguns poucos turistas,no ritmo ondulante do tempo de Kairós, onde os encontros e prosas são realmente mais importantes que o destino a ser alcançado.
Quando o Sol, numa espreguiçada gostosa, se pôs no oeste e o céu se coloriu azul profundo, salpicado de cristais cintilantes, os adoradores de Dionísio, deus grego do êxtase, das festas, do vinho, do lazer e do prazer, acorreram como numa procissão de Anthestéria à "passarela do vai e vem" e espalharam-se pelas ofertas de prazeres variados.
No espaço "África Livre", Lúcio, um Mani-Kongo, junto com sua Rosa Branca, receberam seus convivas com bebidas, petiscos, cantos e cantigas do “Pai Buruko” Nego Dé. A festa espalhou gente pela rua e pela madrugada.
O Templo da Alegria, mais uma vez, acolheu com o atendimento especial de Leila e com a gastronomia de Brás, o aniversariante do dia e sua enorme comitiva de amigos.
Rogério, mais um adotado por São Pedro, músico advogado e proprietário da Pousada Canto Nosso, comemorou mais um ciclo de vida no planeta, com direito a balões brancos, bolo e parabéns.
Música boa e brindes efusivos celebraram a noite até a Lua Anciã cruzar o Zênite de São Pedro e anunciar a proximidade de Aurora, a Deusa do alvorecer.
O domingo ensolarado proporcionou passeios e desfrutes na natureza, coroando o "finde semana" com a Tradicional Domingueira estrelada pelo nosso querido Jorginho.
O que mais podemos desejar da vida a não ser estar vivo em São Pedro da Serra.
Mas, a dicotomia se fez presente ao nos mostrar em nosso retorno, o lado sombra daqueles que apropriados do direito à terra e auto-intitulados descendentes dos "colonisadores" e pertencentes à famílias proprietárias das terras da região em que se encontra a maior concentração de Mata Atlântica e uma significativa biodiversidade.
Cruzávamos a rodovia RJ 142, chamada Eco- rodovia Serramar, quando um clarão vermelho iluminou a noite escura e de longe podíamos ver a crueldade praticada contra a vida existente na encosta da montanha.
Na altura do Km. 6, próximo a entrada de Vargem Alta, o fogo devorava toda a encosta, chamas ardentes lambiam árvores inteiras. O incêndio já tinha atingido o topo do morro e se espalhava pelo mato seco sem controle encoberto pela noite.
Um silêncio conspirador e mortal encobre e permite que queimadas criminosas aconteçam em nome do direito daqueles que cruzaram um mundo destruído e consumido por seus ancestrais, para dar continuidade à voraz necessidade de tomar, acumular, destruir.
Não foi apenas uma queimada que presenciamos ao longo da estrada, mais uma ação criminosa acontecia entre o Km 9 e 10.
Para onde irão os descendentes da União Famílias da Terra, quando não restar mais nada. Quando as práticas usadas contra o meio ambiente, acabar com a água, o ar e a fertilidade da terra, o que sustentará a vida de seus netos e bisnetos?
Beth Miguez